
No dia 15 de outubro de 2026, Elon Musk finalmente apresentou o novo Tesla Roadster, o esportivo elétrico anunciado pela primeira vez como conceito em 2017. Depois de quase nove anos de atrasos, a apresentação aconteceu numa área de testes da SpaceX, no Texas, e chamou atenção por um motivo inesperado: o carro saiu do chão. Neste artigo reunimos os diferenciais do novo Roadster, a inovação por trás dele, o que o mercado e os especialistas estão falando e o que esperar daqui para frente.
Uma espera de quase nove anos
O Roadster de segunda geração foi mostrado pela primeira vez em 2017, como uma surpresa no fim do evento de lançamento do caminhão elétrico da Tesla. Na época, a promessa era começar as entregas em 2020, e muitos clientes deixaram depósitos para garantir o carro. As datas foram adiadas várias vezes ao longo dos anos, e até a apresentação de 2026 mudou de dia: marcada para 1º de outubro, foi transferida para o dia 15 por causa de chuva forte no Texas.

O que foi apresentado
Na demonstração, transmitida ao vivo, o novo Roadster subiu uma rampa, deu uma cambalhota no ar e aterrissou, além de saltar sobre uma fileira de outros carros da Tesla. O efeito vem de propulsores a gás desenvolvidos com a SpaceX, a empresa de foguetes de Musk, instalados na carroceria. Musk chamou o modelo de “carro voador”, mas reconheceu que a versão mais extrema ainda não está pronta para as ruas.
As três versões do novo Tesla Roadster
A Tesla anunciou três configurações, com propostas bem diferentes:
- Performance: a versão de rua, com dois lugares e sem propulsores, pensada para uso em vias públicas.
- Thrust: também com dois lugares, ganha propulsores a gás na traseira para acelerar ainda mais.
- Rocket: com um lugar só e propulsores em volta do carro, é a versão que “voa”. Não é liberada para as ruas e, segundo as reportagens, será vendida apenas por convite.

Diferenciais do novo Roadster
- Aceleração fora da curva: segundo a Tesla, o carro vai de 0 a 96 km/h em menos de 1 segundo; no vídeo oficial da apresentação, o tempo mostrado é de 0,81 segundo, e a versão Rocket promete números ainda menores. Para comparar, os esportivos elétricos mais rápidos à venda hoje ficam perto de 2 segundos.
- Velocidade máxima: a velocidade informada é de cerca de 370 km/h, número que já levantou questionamentos de entidades de segurança no trânsito.
- Tecnologia de foguete num carro: os propulsores a gás são usados em naves e satélites para manobras, e agora foram levados para um carro.
- Totalmente elétrico e conectado: como os outros modelos da Tesla, o Roadster recebe atualizações de software pela internet, o que muda o comportamento do carro depois da compra.
Como funcionam os propulsores do Roadster
Os propulsores do novo Roadster são do tipo gás frio: em vez de queimar combustível, eles liberam gás comprimido em alta pressão por pequenos bicos. A saída do gás gera um empurrão na direção oposta, o mesmo princípio que naves e satélites usam para pequenos ajustes de posição no espaço.
No carro, esse empurrão tem duas funções. Na versão Thrust, os propulsores da traseira somam força à dos motores elétricos e encurtam a aceleração. Na versão Rocket, os propulsores espalhados pela carroceria conseguem tirar o carro do chão por alguns instantes, o que permitiu os saltos e a cambalhota da apresentação. Como o gás acaba rápido, não se trata de um voo contínuo: são impulsos curtos, de poucos segundos.
O que estão falando sobre o novo Roadster
A apresentação dividiu opiniões. Fãs e entusiastas celebraram o espetáculo, enquanto especialistas e analistas fizeram ressalvas importantes:
- “É mais pulo do que voo”: um especialista em aviação ouvido pela CNN comparou o movimento do carro a saltos, e não a um voo controlado e contínuo.
- Regulação: a FAA, que regula a aviação nos Estados Unidos, disse que o veículo não se encaixa na definição de aeronave e por isso não precisa da certificação dela. Para rodar nas ruas, o carro precisa cumprir as normas de segurança veicular, e o Departamento de Transportes informou que acompanha o caso.
- Segurança no trânsito: a organização Advocates for Highway and Auto Safety questionou a segurança de um carro com velocidade máxima tão alta em vias públicas.
- Histórico de atrasos: a imprensa lembrou que o Roadster foi prometido para 2020 e que Musk costuma não cumprir os próprios prazos.
- Investidores cautelosos: analistas avaliaram que o Roadster, voltado a um público pequeno, deve ter pouco efeito nos resultados da Tesla.
Cenário futuro: o que esperar do Roadster
Segundo Musk, a produção do novo Tesla Roadster está prevista para 2028, na fábrica da Tesla no Texas. O preço oficial ainda não foi divulgado, e a empresa reabriu as reservas com depósito de US$ 50 mil nos Estados Unidos, no Canadá e na China. Não há anúncio de lançamento no Brasil.
Até lá, alguns pontos vão definir o futuro do carro:
- Cumprimento do prazo: depois de tantos adiamentos, 2028 é a data a ser acompanhada de perto.
- Liberação para as ruas: a versão Performance foi pensada para vias públicas, mas as versões com propulsores ainda dependem de como as autoridades vão tratar o uso do gás em movimento.
- Onde o “voo” vai ser permitido: a tendência, segundo especialistas, é que os saltos fiquem restritos a pistas e ambientes controlados.
- Preço e especificações finais: autonomia, potência e preço de cada versão ainda precisam ser confirmados pela Tesla.
O que o novo Roadster ensina às empresas
Pouca gente vai ter um carro que salta com propulsores, mas as ideias por trás do Roadster valem para qualquer empresa. Veja as comparações e como aplicar cada uma no dia a dia da sua tecnologia:
1. O produto melhora depois da entrega
No Roadster: o carro recebe atualizações de software pela internet e ganha funções novas, ou correções, sem ir para a oficina.
Na sua empresa: computadores, servidores e sistemas também precisam de atualização contínua. Uma rotina de atualizações e correções de segurança, feita de forma planejada e acompanhada, evita falhas e brechas que os ataques exploram.
2. Juntar tecnologias de áreas diferentes gera inovação
No Roadster: a Tesla levou para o carro um sistema que a SpaceX usa em foguetes.
Na sua empresa: a inovação muitas vezes está em integrar o que já existe. Ligar o ERP ao Power BI, o atendimento ao CRM ou o Microsoft 365 aos processos internos pode trazer mais resultado do que comprar uma ferramenta nova.
3. Testar em ambiente controlado antes de liberar
No Roadster: os saltos foram feitos numa área de testes fechada, e a versão Rocket não foi liberada para as ruas.
Na sua empresa: mudanças em sistemas, redes e servidores devem ser testadas antes de chegar a todos os usuários. Um ambiente de testes e uma janela de manutenção bem planejada evitam que uma atualização pare a operação.
4. Prazos realistas valem mais que promessas
No Roadster: prometido para 2020, o carro só deve ser produzido em 2028, e os atrasos viraram parte da conversa sobre ele.
Na sua empresa: projetos de tecnologia precisam de escopo claro, etapas e prazos possíveis. Um cronograma realista, com acompanhamento, protege o orçamento e a confiança da equipe.
5. A regra pode demorar a acompanhar a tecnologia
No Roadster: as autoridades ainda discutem se o carro é veículo ou aeronave e quais regras ele precisa seguir.
Na sua empresa: novas tecnologias, como inteligência artificial e nuvem, também levantam dúvidas de conformidade. Antes de adotar, vale avaliar a LGPD, a segurança e o controle de acesso aos dados.
6. Conectado também significa exposto
No Roadster: um carro ligado à internet o tempo todo precisa de proteção contra invasões e de monitoramento constante.
Na sua empresa: cada computador, celular e equipamento conectado é uma porta de entrada. Firewall, antivírus corporativo, gestão de celulares (MDM) e monitoramento 24/7 são o equivalente aos sistemas de segurança do carro.
7. Um plano B para quando algo falha
No Roadster: sistemas críticos de um carro desse nível são pensados com redundância, para continuar seguros se uma parte falhar.
Na sua empresa: backup testado, link de internet reserva e dados organizados na nuvem garantem que a operação continue mesmo quando algo dá errado.
A lição principal é simples: a inovação só funciona sobre uma base de tecnologia bem cuidada. Antes do “carro que voa”, vem a engenharia que mantém tudo seguro, atualizado e funcionando.
Assista à apresentação completa
A Tesla publicou no seu canal oficial a transmissão do evento de lançamento do novo Roadster, com a apresentação de Elon Musk e as demonstrações ao vivo.
Perguntas frequentes
O novo Tesla Roadster voa de verdade?
Não no sentido de um avião ou helicóptero. A versão Rocket usa propulsores a gás para dar saltos curtos e controlados, como mostrado na apresentação. Especialistas em aviação descreveram o movimento como mais próximo de um pulo do que de um voo.
Quando o novo Tesla Roadster começa a ser vendido?
Segundo Elon Musk, a produção está prevista para 2028, na fábrica da Tesla no Texas. Até lá, a Tesla aceita reservas com depósito de US$ 50 mil nos Estados Unidos, no Canadá e na China.
Quanto vai custar o novo Tesla Roadster?
A Tesla ainda não divulgou o preço oficial de nenhuma das versões. Valores que circulam na imprensa são estimativas, e a versão Rocket será vendida apenas por convite.
O que as empresas podem aprender com o novo Tesla Roadster?
Que a inovação depende de uma base bem cuidada: sistemas sempre atualizados, testes antes de liberar mudanças, segurança para tudo que está conectado, prazos realistas e um plano B, como backup e link reserva.
O Tesla Roadster será vendido no Brasil?
Até agora não há anúncio de lançamento no Brasil. As reservas abertas pela Tesla são para Estados Unidos, Canadá e China.
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Fontes: apresentação da Tesla de 15/10/2026 e reportagens de CNN, TechCrunch, CNBC e Top Gear. Informações atualizadas em 17/10/2026.